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TERÇA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2019
PÁG. 2
em cena
REJEITADA
Os vereadores de Nova Odessa votaram
ontemumpedidodeaberturadacomis-
sãoprocessantedecassaçãodomandato,
contra a vereadoraCarolMoura (PODE).
O pedido foi realizado pelo jornalista
LucasCamargoepeloex-vereadorMarco
PigatoatravésdabancaFabioMartinsAd-
vogadosAssociados.Opedidoentrouem
votaçãonasessãodeonteme foi rejeitado
por 7 votos a zero.
BATE-BOCA
Após a votação pelo arquivamento da
abertura de comissão processante do
mandato de Carol Moura, houve muito
tumulto no plenário da Câmara com
gritaria do público presente à sessão.
Com as manifestações atrapalhando o
andamento da sessão, o Presidente Vag-
ner Barilon suspendeu a mesma. Com
os ânimos contidos, a sessão voltou ao
normal como debate sobre perturbação
dosossêgopúblico, apedidodovereador
Nenê Réstio.
PERTURBAÇÃO
Estiverampresentesaodebate, osecretá-
rio de Obras e Planejamento Urbano da
Prefeitura de Nova Odessa Elvis Garcia
(Pelé),ochefedeSegurançaMunicipalda
Prefeitura, Franco Júlio Felippe, o Chefe
deGabinete, André Faganello, Francisco
Barilon, tesoureiro (representante) da
Acino e o fiscal do Departamento de
Obras, Desidério Silva. Os vereadores
questionaramas providências que estão
sendo tomadas em relação às reclama-
ções constantes de muito barulho, por
parte da população, principalmente nos
finaisdesemana,devizinhosdechácaras
alugadas para festas.
MELHOR FESTA
Com entrada gratuita, comidas de dez
países, quatrograndes shows, passeiode
helicópteroenenhumaocorrênciaregis-
trada, a 32ª edição da Festa das Nações
deNovaOdessa foi amelhordosúltimos
três anos, de acordo com avaliação dos
organizadores. Em três dias de evento,
realizado com apoio da Prefeitura, pelo
menos 30 mil pessoas passaram pelo
recinto montado na Praça dos Três Po-
deres, segundo estimativa da Guarda
CivilMunicipal. Todaa rendaarrecadada
com a venda de produtos será revertida
às entidades assistenciais participantes.
DIA DO OVO
OInstitutodeZootecnia (IZ/Apta),daSe-
cretaria de Agricultura e Abastecimento
de São Paulo, realizará o 1º Dia do Ovo,
para transferir conhecimentos sobre a
importância doprodutopara a humani-
dadee fomentaroseuconsumopelapo-
pulação. O evento, gratuito, ocorrerá na
sede do IZ, 18 de outubro, às 9horas, em
comemoração ao Dia Estadual do Ovo,
instituído segundo a Lei 15.170, de 21 de
outubro de 2013. Adata ajuda a divulgar
a importância do ovo na alimentação.
CHARGE
O
maior aci-
dente am-
biental no
litoral brasi-
leiro em ter-
mos de extensão parece
passar ao largo de nossas
consciências. Fotos aqui
e ali de manchas de óleo
que já chegaram em 140
praias do Nordeste são
apenas uma pequena
amostra do desastre que
atinge o litoral nordes-
tino e cujo impacto será
sentido por décadas,
com danos incalculáveis
à natureza e à economia
regional.
Seja qual for a origem
do acidente – esvazia-
mento de tanques de
navios com petróleo da
Venezuelaoumesmoum
atentado –, o fato é que o
país exibe monumental
fragilidadenafiscalização
de seumar territorial.
O Brasil controla, ofi-
cialmente, um território
marítimo de 3,6milhões
de km2– área maior do
que as Regiões Nordes-
te, Sudeste e Sul juntas.
Nesse espaço de mar,
denominado Zona Eco-
nômica Exclusiva (ZEE),
o paísmonitora e orienta
o tráfegode embarcações
e tem direito exclusivo
de pesquisa e exploração
comercial dos recursos
existentes na água e no
subsolo (petróleo, gás na-
tural, frutos do mar etc.),
até uma distância de 370
km (200 milhas náuticas), a
partir não só do continente,
mas de suas ilhas.
Afinal, o que teria ocorri-
do?AdrianoPires, doCentro
Brasileiro de Infraestrutura,
especialista em matéria de
petróleo, aventa a possibili-
dade de vazamento de um
navio petroleiro de passa-
gem na rota entre o sul do
Caribe e a Ásia – que corre
ao longodacostanordestina.
Possivelmenteumcargueiro
limpando os tanques para
carregar óleo novo na Vene-
zuela. Pescadores explicam
que o óleo vazado é velho,
borra parecendo plástico,
enquantoopetróleoquando
novo é oleoso.
Ora, já se sabe que o va-
zamento ocorreu entre os
litorais de Pernambuco e
Paraíba a uma distância en-
tre 40 e 50 km da costa. Se
não é possível detectar o que
ocorrenesse limite, imagine-
se o que poderá acontecer
emespaçosmais longínquos,
caso o Brasil consiga o feito
de aumentar em2,1milhões
de quilômetros quadrados
– equivalente à área da Gro-
enlândia – o tamanho do
território nacional no Ocea-
noAtlântico, solicitação feita
à Comissão de Limites da
Plataforma Continental da
Convenção das Nações Uni-
das sobre o Direito do Mar.
Desde2004, oBrasil lutapela
ampliaçãodenossaZEEpara
4,5 milhões de km2.
Enquanto o gover-
no mobiliza estruturas
e equipes para estudar
o que teria ocorrido, o
que se vê são arremedos
de limpeza: pessoas nas
praias puxando óleo vis-
coso, tartarugas, peixes
bois e aves mortas. Onde
estãoosmétodos avança-
dos de limpeza de óleo?
Ora, não é a primeira vez
que esse tipo de acidente
ocorre no país. Antes fo-
ram contratadas equipes
especializadas de outros
países, como Holanda.
Desta feita, fala-se em
ajuda dos americanos.
Virão quando? O que
poderão fazer no curto
prazo?
E se houve ação ter-
rorista? É possível che-
gar-se a uma conclusão
convincente? E se o óleo
vazado formesmoprove-
niente da Venezuela, que
medidas o Brasil tomará
para implicar o vizinho
de cima (se for o caso), o
dono do petroleiro ou o
contratante? O momen-
to exige cautela. Que se
faça completa e acurada
investigação.
Já ao sofrido Nordes-
te, um dos mais belos
recantos do país, sobra
a desesperança de ver se
transformar emquimera
seusonhode se ser opção
para turistas que lotam
o Caribe (ameaçado por
furacões). Passarão anos
atéquesuaságuasmaríti-
mas e praias se livremde
toneladas de óleo.
Mas um fio de espe-
rançabrotaquandonossa
gente, a partir das crian-
ças e dos jovens, passa a
enxergar commuitacon-
vicção a mãe-natureza
como parte indissociável
de suas vidas. Visão que
acabará sendo o lume
dos protagonistas da po-
lítica. Vamos dar tempo
ao tempo.
Mas umfio de esperança
brota quando nossa gen-
te, a partir das crianças
e dos jovens, passa a
enxergar commuita con-
vicção a mãe-natureza
como parte indissociável
de suas vidas.
Gaudêncio Torquato
jornalista, professor titular
da USP, consultor político
e de comunicação
Twitter@gaudtorquato.
Omaior desastre ambiental
Um bom lugar pra ler um livro.
O sabor das massas e das maçãs.
Um pedaço de Saigon.
Amanhã de manhã.
Fonte de Mel.
Brinquedo de papel machê.
Um vendedor de flores.
O teu desejo é o meumelhor prazer.
Numa fila de cinema.
Na fila do pão lendo o jornal.
Nas manhãs de setembro.
No silêncio, uma catedral.
Mais do que passo a paixão.
Você é assim,
Andança, maneiras,
Retalhos de cetim.
Re talhos
Comente este texto ou fale com o
autor -
Multiplicação de pães e peixes
e combate ao desperdício
Paiva Netto
jornalista, radialista e escritor.
E
m meu livro O
Capital de Deus,
comento uma pas-
sagem evangélica
que nos traz ins-
trutiva lição. Conhecedor
dos Soberanos Estatutos da
Economia de Deus, ainda
ignorados pela maioria dos
sereshumanos, Jesus, oCris-
toEcumênico, oDivinoEsta-
dista, pôde realizar omilagre
da multiplicação de peixes e
pães, conforme o relato de
Mateus, 14:13 a 21.
A primeira multiplicação
de pães e peixes
13Jesus,ouvindoqueJoão
Batista fora decapitado por
ordemdeHerodes, retirou-se
dali num barco, para um lu-
gar deserto, à parte. Sabendo
disso, as massas populares
vieram das cidades, seguin-
do-O por terra.
14 Desembarcando, Ele
viu uma grande multidão.
Compadeceu-sedelaecurou
os seus enfermos.
15 Ao cair da tarde, apro-
ximando-se Dele, os Discí-
pulos Lhe disseram: Senhor,
o lugar édeserto, evai adian-
tada a hora. Despede, pois,
o povo para que, indo pelas
aldeias, compre para si oque
comer.
16 Jesus, porém, lhes dis-
se: Não precisam retirar-se;
dai-lhes, vós mesmos, o ali-
mento.
17 Ao que Lhe respon-
deram: Senhor, não temos
aqui senão cinco pães e dois
peixinhos!
18 Então, o Mestre orde-
nou-lhes: Trazei-os amim.
19 E, tendomandado que
todos se assentassemsobre a
relva, tomandoos cincopães
eosdoispeixinhos,erguendo
osolhosaocéu, osabençoou.
Depois, havendo partido os
pães, deu-os aos Discípulos,
e estes, às multidões.
20 Todos comeram e se
fartaram; e dos pedaços que
sobraram recolheram ainda
doze cestos repletos.
21 E os que comeram
foram cerca de cinco mil
homens, além de mulheres
e crianças.
Aliado a isso, não nos
esqueçamos do que o Eco-
nomista Divino nos ensinou
a respeito da capacidade
pessoal de cada ser humano,
aodizer: “Vós sois deuses. Eu
voltarei ao Pai, vós ficareis
aqui na Terra; (...) portanto,
podereis fazermuitomaisdo
queEu” (Evangelho, segundo
João, 10:34 e 14:12).
Alguém, talvez por ócio,
analisando o trecho anterior,
poderia argumentar que
Jesus é umcaso único e que,
por isso, não há parâmetros
para equivaler a nossa com-
petênciaàDele, celestemente
superior. Uma maneira de
combater esse raciocínio
seriaconsiderarque,mesmo
não estando ainda no altís-
simo patamar espiritual do
Mestre dos mestres, somos
capazes de gestos simples
que fazemimensa diferença.
O poder de multiplicar
os pães e os peixes também
está em nós, a começar pelo
consumo consciente. Va-
mos nos empenhar, então,
por corrigir o desperdício.
Quanto alimento descarta-
mospornegligência!Oqueé
desprezadopelaspopulações
abastadas do mundo daria
para acabar com a fome dos
que padecem verdadeiros
tormentos. É apenas um
passo. Sim, mas um passo
considerável. E só pela soma
dasaparentementepequenas
açõesalcançaremososmaio-
res êxitos.
ComoobservouConfúcio
(551-479 a.C.): “Transportai
um punhado de terra todos
os dias e fareis uma monta-
nha”.
Faço aqui um destaque
ao que revela o Evangelista
Mateus, no versículo 20 do
capítulo14: “Todos comeram
e se fartaram; e dos pedaços
que sobraram recolheram
ainda doze cestos repletos”.
Quer dizer, por determi-
nação de Jesus, não jogaram
fora o que lhes sobejou. As
apreciáveis porções recolhi-
das pelos Discípulos have-
riam de, em nova oportuni-
dade,beneficiaraquelagente
ououtra.Reiterosempreque
amigalhadehojeéa farta re-
feiçãodeamanhã.Reflitamos
sobre isso.
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