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TERÇA-FEIRA, 11 DE JUNHO DE 2019
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em cena
CAPACITAÇÃO
A Etec de Nova Odessa está comas ins-
crições abertas para quatro cursos téc-
nicos: administração, logística, recursos
humanos e segurança do trabalho. A
inscrição é feita na sede da secretaria
da Etec. Para mais informações, o in-
teressado pode entrar em contato pelo
telefone: 3476-5074.
CREDIBILIDADE
Reportagem publicada pelo TheIn-
tercept Brasil neste domingo, dia 9,
afirma que o então juiz federal Sergio
Moro, hoje ministro da Justiça, e o pro-
curador da Deltan Dallagnol trocavam
mensagens de texto sobre o andamento
da Operação Lava Jato. A investigação
coloca em xeque a imparcialidade do
ministro quando era responsável pelo
julgamento em 1ª instância de diversos
casos de corrupção pela 13.ª Vara Cri-
minal Federal deCuritiba, dentre eles, o
caso do tríplex no Guarujá, que levou à
prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
ORIENTAÇÕES
O site afirma que, em conversas priva-
das, “Moro sugeriu ao procurador que
trocasse a ordem de fases da Lava Jato,
cobrou agilidade em novas operações,
deu conselhos estratégicos e pistas in-
formais de investigação, antecipou ao
menos uma decisão, criticou e sugeriu
recursos ao Ministério Público e deu
broncas emDallagnol como se ele fosse
um superior hierárquico dos procura-
dores e da Polícia Federal”.
DEFESA
Ovice-presidente daRepública, Hamil-
tonMourão, afirmouontem, dia 10, que
oministroda Justiça, SérgioMouro, éda
confiançadopresidente Jair Bolsonaroe
que não viunada demais nas conversas
atribuídas aoministro e ao coordenador
da operação Lava JatonoMinistério Pú-
blico, DeltanDallagnol, publicadas pelo
site InterceptBrasil. “Conversa privada
é conversa privada. Descontextualizada
ela traz qualquer número de ilações.
O ministro Moro é uma pessoa da
mais ilibada confiança do presidente,
é uma pessoa que dentro do país tem
um respeito enorme da maior parte da
população”, disse o vice-presidente.
SISU
Os estudantes que estão concorrendo a
vagas eminstituiçõespúblicasde ensino
superiorpodemconsultaroresultadodo
Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na
página do programa. A lista dos selecio-
nados na chamada única foi divulgada
na tarde de ontem, dia 10. Asmatrículas
devemser realizadas de 12 a 17de junho.
Ao todo, nesta edição, são ofertadas
59.028vagas em76 instituiçõespúblicas
de ensino em todo o país. Aqueles que
não foramselecionadospoderãopartici-
par da lista de espera de 11 a 17 de junho.
Aconvocaçãodessesestudantesocorrerá
após o dia 19 deste mês.
CHARGE
Saneamento
precisa de um rumo
Luiz Pladevall
engenheiro, presidente da
Apecs (Associação Paulista
de Empresas de Consultoria
e Serviços em Saneamento e
Meio Ambiente) e
vice-presidente da ABES-SP
(Associação Brasileira de En-
genharia Sanitária
e Ambiental).
O
governo fe-
deral preci-
sa dar um
norte para
o s a n e a -
mento brasileiro para
atender às antigas de-
mandas da população
por melhor qualidade
de vida. A complexida-
de desse setor levou o
governo do presidente
Michel Temer a optar
pela transferência des-
te problema complexo
para o setor privado,
mostrando total incom-
petência no enfrenta-
mento das dificuldades
políticas e de trans-
formar o saneamento
em uma prioridade de
Estado. A apresenta-
ção das MPs (Medidas
Provisórias) 844 e 868
são frutos desta incapa-
cidade de centralizar as
ações de saneamento e
garantir o avanço do setor
rumo à universalização do
abastecimento de água e
esgotamento sanitário.
A casa requer uma boa
arrumação antes de qual-
quer avanço e precisa co-
meçar pela definição dos
responsáveis pelo sanea-
mento. Com a criação do
Plansab (Plano Nacional
de Saneamento Básico),
o Ministério das Cidades,
hoje extinto, por meio da
SNSA (Secretaria Nacional
de Saneamento Básico),
ficou com a incumbência
de responder pela coor-
denação de um programa
de saneamento básico in-
tegrado, com o objetivo de
atender as metas previstas
neste planejamento, princi-
palmente pela necessidade
de integrar as ações em vá-
rios programas do governo
federal.
Infelizmente, essa coor-
denação não foi efetivada,
tendo como a maior difi-
culdade a insubordinação
natural de um ministério
em relação a uma secre-
taria. Ou seja, como uma
secretaria pode coordenar
ações de outros ministérios
sem ter o controle dos
recursos financeiros?
Assim, acabamos com
uma configuração que
deixa o saneamento sem
uma paternidade. O pa-
norama atual continua
sem parâmetros de res-
ponsabilidade. A SNSA
responde pelo apoio ao
saneamento nas cidades
com população acima
de 50 mil habitantes –
são 669municípios, res-
pondendo por 12% das
localidades -, e a Funasa
(Fundação Nacional de
Saúde), subordinada
ao Ministério da Saúde,
responde pelo apoio ao
saneamento nos muni-
cípios com população
inferior a 50 mil habi-
tantes – 4.901 cidades
que correspondem a
88% do total.
As várias paterni-
dades transformam as
decisões ainda mais
confusas e dificultam
até mesmo a criação de
medidas para alcançar
soluções. Sem mudan-
ças nessa cultura e a
adoção, pelo Governo
Federal, do saneamento
como programa de Es-
tado, fica muito difícil
organizar um plane-
jamento mínimo com
tantos atores nesse ce-
nário. Damaneira como
está, o saneamento corre
o risco de continuar
a caminhar a passos
lentos nos próximos
anos e a população a
sofrer com as doenças
e os demais problemas
causados pela falta de
empreendimentos no
setor.
... Semmudanças nessa
cultura e a adoção, pelo
Governo Federal, do sa-
neamento como progra-
ma de Estado, fica muito
difícil organizar um
planejamentomínimo
com tantos atores nesse
cenário. ...
Um dia, se você puder, case-se comigo,
Mas só um dia, em que você não esteja fazendo mais nada,
Se estiver muito ocupada pode ficar pra depois.
Ria mais uma vez, daquela minha velha piada
Um dia só de farra, vamos brincar de escolher nomes de filhos
E imaginar como seriam as broncas que a gente daria,
com os nomes que a gente escolheu.
Quantos meninos e quantas meninas,
Uma vez você, outra vez eu.
Um dia, se você puder, fale seu nome com um sobrenome meu.
Que por tantos amigos, muito grande será a cerimônia que teremos
Discuta se a nossa lua de mel vai ser na França ou em Ilhéus.
Como quem não quer nada, faça piada com heranças,
pra quem vamos deixar o que temos.
Enquanto todos riem segure minha mão
Num outro dia, sente ao meu lado, naquele silêncio
“venha cá”
E depois do tempo, para o qual só você sabe a exatidão
ou medida,
Me levante e diga, mais uma vez, vamos lá.
Fale como serão insuportáveis as minhas manias daqui
50 anos
Ria de tudo e depois cumplicie um olhar sério,
Só comigo, enquanto todos a nossa volta acharem que
ainda estamos brincando,
Jure nosso amor, renove nossos mistérios.
Cúmplices
Comente este texto ou fale com o
autor -
Meio ambiente,
urgência e algum futuro
Chico Sardelli
empresário, presidente do PV
em Americana e vice-presidente
estadual do partido
A
batalha travada
na Câmara dos
Deputados con-
tra alterações no
Código Florestal
brasileiro merece aplausos.
AMedida Provisória 867, as-
sinada pelo então presidente
Michel Temer, caducou no
últimodia03de junhomas é
aguardada outra tentativa de
flexibilizar a legislação am-
biental - atitude com a qual
não podemos compactuar.
O Partido Verde sempre
trabalhou arduamente pela
preservaçãoeavançodaspo-
líticas públicas emdefesa do
meio ambiente. Não é e nem
se pretende ser, porém, o
únicoahastearestabandeira.
Eleito para comandar a
Comissão deMeio Ambiente
e Desenvolvimento Susten-
tável, o deputado federal de
primeiro mandato Rodrigo
Agostinho (PSB), conseguiu
sua primeira vitória e lugar
ao sol no Congresso Nacio-
nal ao evitar a apreciação da
MP com 35 emendas que,
na prática, suavizavam a
exigência de restaurar áreas
nativas determinada pelo
Código Florestal. Ponto para
os ambientalistas.
Tal aprovação seria um
retrocesso nas políticas pú-
blicas ambientais do Brasil e
dificultaria, inclusive, que o
país alcançasse as metas do
Acordo de Paris - um com-
promisso ambiental firmado
por 175 nações em prol do
planeta.
Aquecimento global, der-
retimentodas geleiras (dimi-
nuição das calotas polares),
intensificação de eventos cli-
máticos extremos, extinção
de espécies, a constatação da
presença de microplásticos
na nossa alimentação. Nossa
casa- única casa-, o globo
nãoadmitemaisasagressões
indiscriminadasàbiodiversi-
dade impostas pelo homem.
A revisão de nosso estilo
de vida é imperiosa e deve
acontecer com a máxima
urgência se quisermos que
nossos netos tenham um
planeta para viver. O tom
pode parecer alarmista e é.
Criamos no oceano Pacífico
uma ilha de lixo com uma
área de 1,6 milhão de qui-
lômetros quadrados. É uma
área maior que o dobro do
território da França toda co-
berta de plástico.
A batalha da semana está
ganha, a luta continua. Não
podemos deixar a conta,
mais uma vez, ser paga pelo
meio ambiente.
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