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TERÇA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2019
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em cena
CRÍTICAS
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) re-
bateu ontem, as críticas recebidas pela
indicação do filho Eduardo à embaixada
do Brasil nos Estados Unidos e afirmou
que isso significaria que a escolha feita
foi acertada. “Por vezes, temos tomado
decisões quenão agradama todos, como
a possibilidade de indicar para a embai-
xada um filho meu, tão criticada pela
mídia. Se está sendo tão criticado, é sinal
de que é a pessoa adequada”, afirmou,
em sessão solene no plenário da Câmara
dos Deputados.
RECUSARIA
Em uma série de publicações em uma
rede social feitas, a deputada estadual
por São Paulo Janaina Paschoal (PSL) de-
fendeu que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
recuseoconviteparaassumiraembaixa-
dadoBrasil emWashington, nosEstados
Unidos. “Muito se está a falar sobre even-
tual nepotismo, sobre capacidade, sobre
sernecessário (ounão) integrar acarreira
diplomática.Maseuanalisoaquestãosob
outro ângulo. O que pensam os quase
doismilhões de eleitores do deputado?”,
afirmou ela emuma das publicações.
HONRAR VOTOS
A deputada disse que não vê obstáculos
jurídicosparaaindicaçãoequenãoques-
tiona a capacidadedofilhodopresidente
Jair Bolsonaro (PSL), mas afirmou que,
poreleterconquistadomuitosvotos-foio
deputadofederalmaisbemvotadodahis-
tória do país - e levado outros deputados
para a Câmara, ele teria uma posição de
liderança e precisaria exercer esse papel.
REFORMA
O vice-presidente HamiltonMourão de-
fendeuontem,dia15,que,apósaprovação
da reforma da Previdência, o próximo
passo do Congresso deve ser a reforma
política. De acordo comMourão, o Brasil
nãotemumsistemapolíticoeissoédifícil
deconcebertalafragmentaçãopartidária.
As informações são da Agência Brasil.
CHARGE
A virtude está nomeio
e não nos extremos
Caio Augusto Silva
dos Santos
presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil,
Secção de São Paulo .
E
nuncia o artigo
225 da Consti-
tuição Federal
que “Todos têm
direito ao meio
ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso
comum do povo e es-
sencial à sadia qualidade
de vida, impondo-se ao
Poder Público e à coletivi-
dadeodeverdedefendê-lo
e preservá-lo para as pre-
sentese futurasgerações”.
Do quanto acima
enunciado,vê-separalogo
queaobrigaçãodepreser-
vaçãodomeioambiente é
ampla,geraleirrestrita,ou
seja, é compromisso atri-
buído pela Constituição
Federal não só ao Poder
Público,masigualmenteà
coletividadeemdecorrên-
ciadaassertivadequeesta
éaverdadeiradestinatária
da proteção emestudo.
Ora, não é possível fa-
lar-se em vida digna às
presentes e futuras gera-
ções se não houver equi-
líbrio entre o desenvolvi-
mento e a preservação do
meioambiente,principal-
menteporquenãosepode
negar que a qualidade de
vida pressupõe minima-
mente o cuidado com a
busca de um desenvolvi-
mento sustentável.
É que, não obstante o
lucroencontrelegitimação
na lei e mesmo no orde-
namento constitucional,
jamais se poderá perder
de vista que o seu campo
de beneficiados sempre
é infinitamente menor
do que aquele alcança-
do quando da adoção de
expedientes protetivos ao
meio ambiente.
Na linha do sábio adágio
de que a virtude está nomeio
e não nos extremos, também
é preciso sopesar a necessi-
dadedecontemplaçãodeum
padrão de proteção à flora,
à fauna e à biodiversidade
que não emperre o desen-
volvimento indispensável ao
asseguramento de uma vida
digna às pessoas.
Por assim ser, somente
mediante o fomento de um
círculo virtuoso que permita
umainteraçãoadequadaentre
aspessoas e aNatureza, éque
sepermitiráàquelasoacessoa
bensquesupramseusanseios
dentre de uma razoabilidade
coerente sem retirar desta o
equilíbrio mantenedor das
regrasuniversais quegaranti-
ramaté agora a sobrevivência
humana.
Quer-se com isso dizer
que, embora seja compreen-
sível a lógica que deu ensejo
aosurgimentodoprincípiodo
acessoequitativoaosrecursos
naturais a fazer-nos reconhe-
cer que tais bens constituem-
se empatrimônios da huma-
nidade com simples regra de
prioridade a quem está mais
próximo na medida das suas
necessidades – e, portanto,
suscetívelàspressõesedefesas
externas das nações e povos
que já não mais têm o que
preservar –, nunca se poderá
descurar da premissa de que
a soberania é conceito que há
de ser defendido e exercido
com robustez para o assegu-
ramento do direito que cada
nação e povo têmde usufruir
cominteligência, razoabilida-
de e equilíbrio dos recursos
naturais que lhes pertencem.
Não se temdúvida de que
jamais se poderá trilhar o
equivocado caminho dos
erros históricos cometidos
por aqueles que relegaram a
proteção ao meio ambiente
a plano secundário quando
do estabelecimento de
políticas sem freios para
a busca da impiedosa sa-
nha desenvolvimentista
de acesso ao lucro a todo
custo. Afinal de contas,
o que verdadeiramente
deveserdefendidoemum
Estado Democrático de
Direitonãoéofomentode
abismos entre as pessoas
quenelevivemmediantea
concentraçãoderendanas
mãosdeunspoucosabas-
tados que podem e que-
remvaler-sedaexploração
desmesurada do “bemde
uso comum do povo e
essencialàsadiaqualidade
devida”sempreocupação
com a coletividade, mas
sim e unicamente a es-
truturação de um sistema
de desenvolvimento eco-
logicamente equilibrado
que permita a todos, bem
aventurados ou não do
pontodevistaeconômico,
oacessoaumavidadigna.
O momento, portan-
to, é de colocarmo-nos
todos como responsáveis
pela equalização desse
quebra-cabeça cuja peça
principalnessaquadrana-
cional talvez sejavivenciar
e cobrar cumprimento
aos regramentos estabe-
lecidos no vigente Código
Florestal (Lei nº 12.651/12)
cuja constitucionalidade
restou atestada em quase
sua inteireza pelo Supre-
mo Tribunal Federal, não
sem antes compreender
queamesmalegitimidade
que lhe deu surgimen-
to será pedra de toque
para a defesa hercúlea do
evitamento, daqui por
diante, de quaisquer re-
trocessos ambientais que
certamente implicarão na
perda de biodiversidade,
no comprometimento
dos mananciais, no agra-
vamento do efeito estufa
e na desertificação dos
territórios onde vivemos.
Muitos anos se pas-
saram entre o Código
Florestal pretérito (Lei nº
4.771/65) e o atualmente
vigente, a demandar a
reflexão de que muito
cuidado há de se ter com
as eventuais tentativas de
mudanças açodadas da
novel legislação.
... Ora, não é possível
falar-se emvida digna às
presentes e futuras gera-
ções se não houver equi-
líbrio entre o desenvolvi-
mento e a preservação do
meio ambiente ...
Não quero dizer que eles tenham comprado o objeto desejado nessa fatídica ida.
Pode ser até que eles não queirammais essa coisa.
Pode ser que ela até já seja obsoleta. Provavelmente é.
Não quero dizer também que eles tenham de fato
um poder, real, tangível.
Mas eles produzem conteúdo emmídias sociais
eletrônicas, eles tem opinião, eles consomem coisas.
Eles desperdiçam, eles sofrem.
Os nascidos entre as décadas de 70 e 80 são agora
a força motora dessa geração.
Muitos ainda são filhos, outros já são pais, mas muito do
que cada um deles faz e principalmente o que não faz,
provoca toda uma sucessão de coisas para aqueles que
vivem esses tempos atuais.
Tenhamos paciência e fé para com esses que podem
tanto e, por vezes, sabem tão pouco, somos velhos jovens,
cheios de ideias, cheios de certezas e soluções, mas,
por muitas vezes ainda aguardando
o que vão nos comprar na volta.
Ageração“navoltaeucompro” chegouaopoder
Comente este texto ou fale com o
autor -
Período de férias:
hora de colorir mais!
Paiva Netto
jornalista, radialista e escritor.
O
mês de julho
é tempo de fé-
rias escolares. É
hora de dar uma
pausanas tarefas
de português, matemática,
ciências, história... Artes?
Na escola sim, mas não em
outros ambientes, pois de-
senhar e colorir são algumas
das atividades preferidas do
público infantojuvenil. Essas
práticassãoalgointrínsecona
vidadecriançaseadolescen-
tes. Percebe-se que, logo nos
primeirosanosdeexistência,
traçar linhas e formas é algo
atrativo para o infante, seja
com lápis no papel ou com
umgraveto na areia.
Na escola, quando a pro-
fessora determina afazeres
comdesenholivre,éumaale-
griaquesó! Já fomoscrianças
e sabemos dessa realidade.
Porém, essa atividade se res-
tringeapenasamomentosde
diversão?Paraoseducadores,
o esforço vai muito além. A
tarefa ajuda no desenvolvi-
mento da coordenação mo-
tora, no despertar do senso
crítico, amplia a criatividade
eaindatrabalhaaimaginação
dos participantes.
Conscientedosbenefícios
dessa atribuição, a Legião
da Boa Vontade (LBV) inclui
constantemente esse tipo de
afazer na grade de atividades
socioeducativas de meninas
e meninos atendidos pelo
Criança:FuturonoPresente!.
A educadora social Jane
Paiva Norberto, integrante
da unidade II da LBV, em
Campinas/SP, destaca outros
aspectospositivospropiciado
pelas atividades artísticas:
“Desenharecolorirpossibili-
taapercepçãoespacial, refor-
ça o sentimento de respeito,
sem contar que o momento
permite que expressem seus
sentimentos, criando novos
vínculos e fortalecendo os já
existentes”, afirma.
No mês de julho, ativida-
des com desenho e pintura
são intensificadas na Oficina
de Arte e Cultura. Por conta
da pausa no período escolar,
os Centros Comunitários de
Assistência Social da Insti-
tuiçãoadotamcaracterísticas
semelhantes a uma colônia
de férias.
Nesse tempo, a equipe
social da LBV monta um
cronograma contendo as ati-
vidadesmais legais, segundo
a concepção das crianças e
dos adolescentes atendidos.
Dentre jogar bola, fazer bo-
lhas de sabão e pular corda,
desenhar e colorir também
estãonorankingdemelhores
afazeres.
Dinâmicas em grupo
também são realizadas e
constituem momentos para
inventarhistórias,questionar
a lógica dos traços e linhas,
falar coisas engraçadas, po-
rém, sempre de maneira
muitosaudável, aopassoque
os educadores sociais acom-
panham o perfil de interati-
vidadeentreosparticipantes.
Vale destacar que na LBV
todas as ações voltadas para
o público infantojuvenil são
norteadas pela Pedagogia do
Afeto (destinada a crianças
de até os 10 anos de idade) e
pela Pedagogia do Cidadão
Ecumênico(aplicadaàqueles
que têm a partir dos 11 anos
de idade), linha educacional
criadapelodiretor-presiden-
te da LBV, o edu¬cador Paiva
Netto.
A proposta da Pedagogia
daBoaVontadeéquesesome
aos valores espirituais, éticos
e ecumênicos, o saber inte-
lectual para que haja maior
enriquecimentodoconteúdo
pedagógico oferecido.
Visite, apaixone-se e aju-
de a LBV! Em Campinas/
SP, a unidade I da LBV está
localizada na Rua Professora
MariaCecíliaTozzi, 391 -Vila
Rica. Contato pelo telefone:
(19) 3227-3888. E a unidade
IIdaInstituiçãolocaliza-sena
RuaNelsonBarbosa da Silva,
289- Jd. Profilurb.Outras in-
formaçõespodemserobtidas
pelotelefone: (19)3224-3033.
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