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QUINTA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO DE 2019
PÁG. 2
em cena
CHARGE
N
s infecções
resistentes
aos medi-
c ame n t o s
antimicro-
bianos crescem em um
ritmo alarmante em
todo o planeta. Segundo
a Organização Mundial
de Saúde (OMS), cer-
ca de 700 mil pessoas
morrem todos os anos
devido a bactérias re-
sistentes. Se o cenário
não mudar, até 2050
cerca de 10 milhões de
pessoas terão morrido
devido à resistência aos
antibióticos, superando
asmortes por câncer, de
8 milhões de pessoas.
Essa realidade é de-
vastadora e ocorre de-
vido a uma série de fa-
tores. As bactérias têm
a capacidade de trocar
informações genéticas
entre si, sem a neces-
sidade de reprodução.
Do outro lado, o uso
de antibióticos é es-
sencial para proteger a
saúde humana e ani-
mal, pois são os únicos
medicamentos capazes
de tratar as infecções
de origem bacteriana,
destruindo as paredes
desses micro-organismos.
É indiscutível que, desde
a penicilina, em meados
do século passado, os an-
tibióticos transformaram a
medicina (humana e veteri-
nária), contribuindo para o
aumento da expectativa de
vida das pessoas, além de
proporcionar animais mais
saudáveis e produtivos –
cujas proteínas alimentam
o mundo.
Também é importante
destacar que os antimicro-
bianos têm sido utilizados
como aditivos melhora-
dores de desempenho na
cadeia da produção animal
durante esse mesmo tem-
po, dando sua contribuição
para o aumento da oferta de
carnes, leite e ovos.
A atenção deve estar no
seu uso indiscriminado,
que os tornam cada vez
mais ineficazes para o tra-
tamento de enfermidades.
Esse fenômeno, aliás, ame-
aça o controle de doenças
animais em todo o mundo.
Pesquisas demonstram
que a estratégia integra-
da nas granjas, com o
uso racional de antibió-
ticos e das alternativas já
disponíveis, possibilita a
obtenção de altos índi-
ces de sanidade e produ-
tividade, sem explosão
de custos. Os ácidos
orgânicos estão entre as
principais alternativas
para melhorar a saúde
intestinal de aves e su-
ínos, com reflexos em
melhor resposta imune
dos animais.
A saúde animal mi-
gra cada vez mais a pre-
venção, beneficiando a
produção e na redução
de custos para trata-
mento dos animais.
Importante escla-
recer que a legislação
brasileira ainda não
restringe o uso de anti-
microbianos na produ-
ção animal. Em outras
regiões, como a União
Europeia, o uso de anti-
bióticos como promotor
de crescimento é proi-
bido, sendo permitido
apenas em sua forma
terapêutica.
Reduzir o uso de
antibióticos de forma
gradativa é a melhor
forma de os produtos
de origem animal aten-
derem às exigências do
mercado em termos de
segurança alimentar,
sem contar a confiança
dos consumidores – es-
tes cada vez mais exi-
gentes e comfácil acesso
à informação.
O Brasil, como for-
necedor mundial de
alimentos de origem
animal, tem de liderar
esse movimento.
Stefan Mihailov
presidente da Trouw Nutrition
para América Latina
Menos antibióticos
para alimentar o futuro
com segurança
É indiscutível que, des-
de a penicilina, emme-
ados do século passado,
os antibióticos trans-
formaram a medicina
(humana e veterinária),
contribuindo para o
aumento da expectati-
va de vida das pessoas,
além de proporcionar
animais mais saudáveis
e produtivos – cujas
proteínas alimentam o
mundo.
FRAUDE EM OBRA
Foi aprovadopelaComissãodeTrabalho,
de Administração e Serviço Público da
CâmaradosDeputadosnestaquarta-feira
(11) o projeto de lei do deputado Vander-
lei Macris que tipifica o crime de fraude
em obra ou serviço de engenharia - PL
10657/2018.
FIM DA PROPINA
Segundooparlamentar, aproposta temo
objetivo de coibir a corrupção nas obras
públicas. “A história recente em nosso
país tem identificado um mecanismo
viciadoemqueavultamas empresasque
contratamgrandes obras como governo
federal, estadual ou municipal e, dentre
essas empresas, como se apurouno caso
da Operação Lava Jato e em diversas
outras operações de investigação eman-
damento, as obras de engenharia foram
asquemais envolverampropina, fraudes
dediversos tipos e lavagemdedinheiro”,
aponta Macris.
13º pago
A Prefeitura de Nova Odessa antecipou
em 10 dias o pagamento da 2ª parcela
do 13º salário dos servidores públicos.
Na segunda-feira (10), a Secretaria de
Finanças e Planejamento fez o depó-
sito de aproximadamente R$ 4,9 mi-
lhões (valor bruto) na conta dos 1.540
funcionários. Pela lei, o prazo para o
pagamento da 2ª parcela do benefício
é até o dia 20 de dezembro. Lembran-
do que a 1ª parcela do 13º salário foi
paga no decorrer do exercício, na data
de aniversário de cada servidor. O
benefício da cesta de Natal, extensiva
aos servidores afastados por motivo
legal, no valor de R$ 460, também será
creditado no cartão-alimentação nesta
sexta-feira, dia 13.
BOLSA FAMÍLIA
Opagamento da 13ª parcela do Progra-
ma Bolsa Família começou nesta terça-
feira (10) e segue até 23 de dezembro. O
repasse do benefício extra acompanha
o pagamento de dezembro -- o que
significa, neste mês, pagamento do
benefício em dobro. No total, mais de
R$ 480milhões serão pagos a 1.378.331
famílias de São Paulo. O repasse reforça
o compromisso do governo federal em
combater as desigualdades sociais do
País, aumentando o poder de compra
das famílias mais pobres. O benefício
médio no Estado, acumulando o valor
extra, será de R$ 348,78 por benefi-
ciário.
Não ao fimdas cotas
para deficientes!
Luciano Domiciano
jornalista
O
s governos me
decepcionam
hámuitos anos,
independente
de seu matiz
ideológico. Mas, alguns
disparam na frente na ca-
pacidade de piorar o que já
não é bom. Há poucos dias
o atual Governo enviou ao
Congresso Nacional Proje-
to de Lei que desobriga as
empresas de cumprir cota
para trabalhadores com
deficiência.
Uma grande parte das
famílias brasileiras tem ou
teve uma pessoa com de-
ficiência. Por mais lúdica
que a situação seja tratada,
definitivamente não é fácil.
Umdos pilares para a famí-
lia ter força é o objetivo da
inclusão social do deficien-
te. Neste sentido, a política
de cotas nas empresas é de
importância indiscutível.
A partir de 2015 quando
as regras emvigor foramde-
finidas a situação começou
a melhorar. Hoje estima-se
que perto de 500 mil brasi-
leiros comdeficiência estão
ocupados profissionalmen-
te. Estão saindo de casa or-
gulhosos de exerceremuma
atividade. Estão recebendo
um pequeno salário, que
ajuda na modesta econo-
mia do lar e coloca sua auto
estima nas alturas. Estão se
sentindo incluídos numa
sociedade excludente.
As cotas são importan-
tes, pois representam uma
ação afirmativa e positiva
em prol do deficiente. Aca-
bar comelas é grave. É dizer
não precisamos de vocês.
É voltarmos a encaixotar
o deficiente em quatro pa-
redes.
O Projeto de Lei diz que
a empresa que não cumprir
com as cotas poderá pagar
uma compensação finan-
ceira (uma “taxa”), depo-
sitando-a numa determina
Conta Corrente do Gover-
no. E aí, diz o Governo, o
dinheiro arrecadado será
utilizado para programas
de reabilitação física e pro-
fissional. Mesmo que isso
ocorresse o dano já estaria
causado. Mas nem no uso
deste recurso para os tais
programas, eu acredito.
É esperar que o Con-
gresso Nacional diga não a
este Projeto absurdo. Mas
aí também não dá para
acreditar!
Fimde ano:
pedágios e brisas
Douglas S. Nogueira
Técnico de Planejamento da
Manutenção
Blog:
.
blogspot.com
E-mail: douglas_snogueira@
yahoo.com.br
F
im de ano, sinô-
nimo de viagens,
descanso, lazer
e na maioria dos
casos praia, ou
melhor, brisa marinha.
Entretanto, emmeio a toda
essa empolgação e alegria
contida nas tão aguardadas
viagens de final de ano, um
inimigo incessante e im-
piedoso dos nossos bolsos
se apresenta nessa época
com a mais poderosa pos-
tura, infelizmente temos
que enfrentar diretamen-
te, sem choro e nem vela
as cobranças exorbitantes
dos inúmeros pedágios
espalhados pelas rodovias
brasileiras.
Muitos cidadãos con-
turbados pelo estresse
acumulado durante o ano
todo, não medem esfor-
ços e consequências para
encontrarem a desejada
brisa marinha, pagam pe-
dágios e pedágios, bom
ótimo, sorte de quem tem
esse poder aquisitivo ou
essa coragem desvairada,
pois por outro lado muitos
indivíduos desfavorecidos
pelas finanças, mal sabema
direção do litoral brasileiro,
já que tememo alto valor da
viagem que é logicamente
encarecida pelas tarifas de
pedágio.
Não importa se o indiví-
duo viaja de carro, ônibus
ou caminhão os inúmeros
pedágios farão parte da
viagem, encarecendo ab-
surdamente a mesma.
Fim de ano chegou! E
agora? Enfrentar os pedá-
gios rumo à brisa marinha
ou segurar o ímpeto inte-
rior, depois de um estres-
sante ano de trabalho?
Essa é a situação dos
brasileiros, que a cada dia
que passa ganhammais um
pedágio em suas rodovias.
E as estradas melhoram?
Talvez, algumas sim. Agora
a brisa ... é a brisa custa
caro, pois somos clientes
fiéis de uma promoção,
“Viaje até a praia e receba
pedágios!”.
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