JNO - Jornal de Nova Odessa - page 2

TERÇA-FEIRA, 02 DE ABRIL DE 2019
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em cena
R$ 3 REAIS
Umdia depois da força-tarefa realizada
no Residencial dos Ipês para averiguar
imóveis ocupados de forma irregular,
vários bairros da cidade e tambémruas
e avenidas da região central amanhe-
ceramno sábado, dia 30, forradas com
“notas de R$ 3” onde estava estampada
uma foto do vereador Tiago Lobo, que
foi diretor de Habitação. Ainda não se
sabe quem foi o autor da ação, mas
o certo é que ela repercutiu em toda
a cidade. A “nota” trazia também os
seguintes dizeres: “Tiago Mentira do
Brasil” e “Mais falso que nota de R$ 3”.
MEDIDAS
Ao JNO, Tiago Lobo disse que aguar-
da a identificação dos responsáveis
pela distribuição do material para
tomar as providências cabíveis. “Estou
aguardando imagens das câmeras de
segurança de dois estabelecimentos
comerciais - na tentativa de identificar
os responsáveis pela distribuição -,
caso seja possível fazer a identifica-
ção, eu vou entrar com uma ação no
Ministério Público. Este material teve
o claro objetivo de tentar denegrir a
minha imagem visando o processo
Eleitoral, e olha que eu não sei se vou
me candidatar”, disse Tiago.
HONRAS
No segundo dia da visita a Israel, o
presidente Jair Bolsonaro condecorou
os 136militares israelenses da Brigada
de Busca e Salvamento do Comando
da Frente Interna com a medalha
da Ordem Nacional do Cruzeiro do
Sul. O grupo veio ao Brasil atuar
nas operações em Brumadinho, a 57
quilômetros de Belo Horizonte (MG).
Os homens e mulheres da brigada
vieram em janeiro para ajudar nas
buscas pelos desaparecidos na tragé-
dia com o rompimento da barragem
Mina Córrego do Feijão. Pelo último
levantamento, 217 pessoas morreram
e 87 estão desaparecidas.
ENEM
Começou ontem , dia 1º, o prazo para
pedir isenção da taxa de inscrição
do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem). Os estudantes que atendem
aos critérios podem solicitar o não pa-
gamento na Página do Participante, na
internet, até o dia 10 de abril. A taxa do
exame este ano é R$ 85. Os estudantes
isentos no ano passado que faltaram
ao exame devem, no mesmo período,
apresentar justificativa da ausência e
solicitar novamente a isenção, caso
desejem fazer as provas este ano.
CHARGE
As crianças são o
futuro do ambiente
Marcia Nalesso
Costa Harder
coordenadora do curso de
Engenharia Agronômica da
Faculdade de Tecnologia de
Piracicaba (Fatep).
N
a semana em
que é come-
moradooDia
da Água, se
faz necessá-
rio pensar em muitas
coisas. Por que aindanão
nos conscientizamos de
que precisamos de água
paraviver?Éentãoqueas
crianças dão um verda-
deiro show de sabedoria
e civilidade.
Já vi criança peque-
na dando bronca nos
pais, que jogam lixo pela
janela do carro. Esses
mesmos pais são aqueles
indivíduosquereclamam
dos serviços públicos de
manutençãodosbueiros,
quando há enchentes,
mas não se preocupam
com ações simples, que
podem evitar o entupi-
mento dos sistemas de
escoamento.
Acreditoquenãoexis-
ta ditado mais verdadei-
ro que o que diz: “é de
pequeno que se torce o
pepino”. Nesse contex-
to, educadores e todos
aqueles que ensinam os
pequenos a valorizar o
ambiente e tudo o que
ele tempara nos oferecer
estão de parabéns.
De acordo com a de-
finição descrita na Inter-
net, educação ambiental
é o processo de trans-
missão de conhecimentos
responsável por formar in-
divíduos preocupados com
a conscientização sobre os
problemas que envolvem o
meio ambiente, a preserva-
ção dos recursos naturais e
a sustentabilidade, conside-
rando a temática de forma
holística, abordando os seus
aspectos econômicos, so-
ciais, políticos, ecológicos e
éticos.
Sob essa perspectiva, é
importante ressaltar que tal
processo não deve ser con-
fundido comecologia, que é
apenasumdos inúmeros as-
pectos relacionados à ques-
tãoambiental. Portanto, falar
sobre educação ambiental
é dialogar sobre aprendiza-
gem com o acréscimo uma
nova dimensão - vinculada
aos temas globais de sus-
tentabilidade, contextuali-
zada e adaptada à realidade
interdisciplinar – que é a
ambiental.
A educação ambiental
crítica empenha-se emdes-
pertar em todos a consciên-
cia de que o ser humano é
parte do ecossistema, pro-
curando superar a visão an-
tropocêntrica, que permitiu
ao homem o entendimento
de que é o centro de tudo, e
o fez esquecer a importância
da natureza, da qual é parte
integrante.
DesdemuitocedonaHis-
tória humana, a sobrevivên-
ciaemsociedadeestavaatre-
lada ao conhecimento que
os indivíduos precisavamter
sobre seu ambiente. O início
da civilização coincidiu com
o início do uso do fogo e de
outros instrumentos criados
paramodificaroentorno.
Comos avanços tecnoló-
gicos, esquecemos que
nossa dependência da
natureza continua.
De maneira vigoro-
sa, educadores e pro-
fissionais ligados à área
ambiental, como os en-
genheiros agrônomos,
têm mostrado todos os
problemas causados
pelo crescimento popu-
lacional, urbanização,
industrialização, desma-
tamento, erosão, polui-
ção atmosférica, aqueci-
mento global, destruição
da camada de ozônio,
dentre outros, obrigando
o mundo a refletir sobre
a necessidade de impul-
sionar a discussão sobre
essas questões.Ocenário
é muito preocupante e
deve ser levado a sério,
pois as consequências
vão atingir a todos, sem
distinção.
Projetos educacio-
nais incentivados pela
iniciativa pública têm
uma prospecção muito
positiva. A possibilida-
de de implantação de
composteiras nas escolas
infantis é uma forma
muito didática de de-
monstrar aos pequenos
como reutilizar os ma-
teriais, principalmente
orgânicos, retornando-os
ànatureza, contribuindo,
dessamaneira, paraa sua
conservação e não para a
sua destruição.
Ensinar como fazer
o uso racional da água
também é outra ação
educacional, que traz
como legadoobem-estar
da coletividade. Como já
dizia o grande filósofo,
Mário Sérgio Cortella:
“O mundo que vamos
deixar para os nossos
filhos depende dos filhos
que vamos deixar para
o nosso mundo”. Pense
nisso!
A educação ambiental
crítica empenha-se em
despertar em todos a
consciência de que o ser
humano é parte do ecos-
sistema.
Era tudo o que eu queria
Teu abraço quente pra me fazer esquecer desse dia
Invisível, ninguém me ouvia.
A chuva chegou, exatamente, quando eu saía.
Não achava as palavras, chutei o balde, errei a medida
Discuti, briguei, bati o mindinho,
Chorei sozinha.
O táxi me cobrou o dobro pela corrida.
E eu pensei em você.
Eu pensei em você.
Pensei em você.
Será que me perdoou,
Esqueceu meu mau humor matinal,
Pensou em mim também,
“Não foi nada, não faz mal.”
Por isso que eu tava correndo,
Tentando fugir pra longe de mim,
Por isso esbarrei em você
E você me abraçou assim.
E eu pensei em você.
Eu pensei em você.
Chorei em você.
Pensei em você.
Foi o teu abraço quente queme fez viver
Comente este texto ou fale com o
autor -
Norma é uma coisa,
a verdade é outra
José Renato Nalini
Reitor da Uniregistral, docente uni-
versitário, palestrante e autor
de “Ética Ambiental”, 4ª ed.,
RT-Thomson Reuters.
U
m dos grandes
males do Brasil,
país em que é
fácil enunciar
uma sequência
infinita de desgraças, é que
aqui se acredita que tudo se
resolvecoma lei.Porqueserá
que é inadmissível falar-se
em“leisquepegame leisque
não pegam” em nações civi-
lizadas? Aqui isso é normal.
Ainda se vive o fetiche da lei
e crê-se que o assunto foi re-
solvido.Maisuma faláciaque
muitasvezeschegaaenganar
uma grandemaioria.
Um exemplo: a devasta-
ção do ambiente é uma cru-
zada permanente que reúne
patriotas, ruralistas,políticos,
setores econômicos, interes-
seiros e ignorantes.Hámuita
gente boa a pensar que isso
não existe de fato, até por-
que o Brasil tem 68% de seu
territóriodevegetaçãonativa.
Como foi que se aferiu isso?
Pelo mapa do século XVII?
A constatação empírica, por
partedequalquer pessoa, éo
de que praticamente tudo se
destruiu. Da Mata Atlântica
restammenos de 7% e ainda
nasmãosdeparticulares.Até
quando resistirão aos apelos
dos empreendedores imo-
biliários, ávidos por vender
verde?
Também se fala em 18%
do território protegido em
unidades de conservação.
Será que estão protegidos
mesmo? Os órgãos ambien-
taisforamdesmontados,para
aparelhar aqueles que estão
à disposição para manifesta-
ção, para se deslocarempelo
país afora, para tudo aquilo
que não represente iniciativa
pessoal, esforço próprio e
sacrifício para obter os bens
da vida sem a tutela gover-
namental.
Estes dias, mais exata-
mente 10.9.2018, a FSP no-
ticiava: “Reduzida, floresta
nacional em Rondônia tem
grileiro, madeireiro e incên-
dios”.Dentrodareportagem,
ofuncionárioSantos, respon-
sável pelagestãode14unida-
des de conservação, afirma
que ao menos 8 delas estão
sob pressão de invasores.
Estes incentivam a invasão.
Garantem que depois lega-
lizam. Como quase tudo o
quese fazdeerradonoBrasil,
obtém-se anistia.
A lei manda pagar im-
posto. Mas quem não paga é
anistiado. As infrações am-
bientaissãosancionadascom
multas. Mas estas não são
cobradas. As Procuradorias
de Estado não conseguem
executar, em cinco anos,
aquilo que sequer de longe
indenizaria o prejuízo cau-
sado às presentes e futuras
gerações.
A lei é muito importante
quando incide sobre um
povo responsável. Que tem
noção de que a verdadeira
liberdade só é fruível sob
o império da lei. Mas para
quem não tem ombridade,
nãotempatriotismo,nãotem
caráter, a lei pouco significa,
nada representa e é um lo-
gro acreditar que ela resolve
os crescentes problemas do
convívio entre as pessoas.
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