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O
PINIÃO
Quinta-feira, 29 de maio de 2014
página
2
Eleições e poder econômico
TRISSEMANÁRIO (terças, quintas e sábados)
(Filiado àADJORI - Associação dos Diretores de
Jornais do Interior do Estado de São Paulo, sob nº 521)
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Diretor responsável:
Aparecido José Gielfi
Jornalista/Editor
: Paulo Medina
As cartas e os artigos
não representam,
necessariamente, a
opinião do jornal.
A inclusão visa acima de
tudo, estimular o debate
sobre os mais variados
assuntos e proporcionar
aos leitores opiniões
diversas.
c
HARGE
Daidy Peterlevitz
Essa danada da TPC
atinge os jovens, as moçoilas,
a sogrinha, o tio, o vô, a vó...a
todos...
- Uai! que que é essa
danada de TPC, afinal?
- É a Tensão Pré-Copa,
foi meu filho que disse, viu?
Então nada melhor que
apreciar os “causos” do Ro-
lando Boldrin. Vamos a um
deles.
O Zequinha, menino de
uns 10 anos de idade, era, na
fazenda do meu padrinho o
que se pode chamar de “char-
rete boy”. Na cidade tem o
motoboy, não tem? Então!
Nas fazendas tem – ou
tinha naquele tempo, que já
vai longe – o charrete boy. O
menino que com a charrete do
fazendeiro vai buscar as coi-
sas ou as pessoas na cidade.
Pois naquele dia o Zequinha
tinha ido buscar na cidade o
PadreAntônio, que estava ini-
ciando sua temporada por lá.
Era um padre novo e tinha
uma particularidade que a
gente só ficou sabendo depois
desse causinho. Mas, seguin-
do no causo, o Padre Antônio
sobe na charrete com o caipi-
ra Zequinha, rumo à fazenda
do meu padrinho pra rezar
uma missa. Logo na saída, o
padre pergunta se era longe a
tal fazenda, ao que o menino
prontamente e muito esperta-
mente lhe responde que leva-
ria uns pares de horas. O que
dava pra entender que era lon-
ge pra cacete e a viagem ia ser
dolorosa, no banco duro de
uma charrete velha conduzi-
da por uma eguinha lerda.
PADRE – Oh, menino!
Você sabia que os animais
conversam?
ZEQUINHA – Entre
eles, eu sabia, sim sinhô. Eles
cunvérsa bastante.
PADRE – Não, filho.
Estou dizendo que os animais
conversam com a gente. Co-
nosco. Você quer ver os ani-
mais conversando comigo?
ZEQUINHA–Ara, sêo
padre. Essa eu tô pagando pra
vê.Animar conversá cum gen-
te. Essa nunca vi não sinhô. E
o sinhô me adiscurpa, mas
num querdito.
PADRE (falando para a
égua) – Dona eguinha! Está
muito pesada a charrete?
Tááá... sêo padre. O menino,
num susto, pára a charrete.
ZEQUINHA (gague-
jando) – Sêo... padre... a égua
falô... a minha égua... respon-
deu pru sinhô... eu escutei...
O padre olha um urubu
nos céus e fala: – Bom dia,
urubu.- Bom dia, parceiro,
responde o urubu. E, assim o
PadreAntônio foi se divertin-
do com a surpresa encantada
daquele caboclinho; a viagem
terminou logo, logo.
ZEQUINHA – Óia, sêo
Padre! O sinhô tá vendo aque-
la cabrita branca ali na grama?
Por favor, o sinhô num quer-
dite em nada que ela fala prô
sinhô, viu!!!!!! Ela é mentiro-
sa!!... tudo mundo sabe.
Zequinha nunca desco-
briu que o padre era... ventrí-
loquo!
Vamos a mais um, cur-
to: Um cumpadre cunversava
cum outro, a us 100 metrros
na divisa das fazendas. O da
direita, um tanto surdo, era o
Tião, esposo da Lindoca e, no
momento, arrancava mandio-
ca. O da esquerda gustava
muito deles e preguntou:
“Como tá a Lindoca?”
– Humm, bem aguada, mas
como ela ansim memo!
daidypeterlevitz@hotmail.com
Amigos, temos que aliviar
essa danada de TPC!
Ronilson de Souza Luiz
No momento em que
pela exposição de notícias
negativas alguns começam a
perder a crença nas virtudes
humanas relembro uma obra
que serve como balizadora as
próximas que leremos. É exa-
tamente o caso desta preciosa
leitura do poeta Rilke (1875-
1926).
Compartilho passagens
pinçadas que nos levam aque-
la saborosa sensação de adi-
armos a conclusão da leitura,
visando prolongar um certo
deleite.
Anotou o poeta alemão
“As coisas em geral não são
tão fáceis de aprender e dizer
como normalmente nos que-
rem levar a acreditar; a maio-
ria dos acontecimentos é in-
dizível, realiza-se em um es-
paço que nunca uma palavra
penetrou, e mais indizíveis do
que todos os acontecimentos
são as obras de arte, existên-
cias misteriosas cuja a vida
perdura ao lado da nossa, que
passa.”
Podemos tirar ricas
aprendizagens destas outras
citações: “A obra de arte é boa
quando surge de uma neces-
sidade. Procure o fundo das
coisas: ali a ironia nunca che-
ga”.
Por isso as pessoas jo-
vens, são iniciantes em tudo,
ainda não podem amar: preci-
sam aprender o amor. Com
todo o seu ser, com todas as
forças reunidas em seu cora-
ção solitário, receoso e acele-
rado, os jovens precisam
aprender amar.
O amor constitui uma
oportunidade sublime para o
indivíduo amadurecer, tornar-
se algo, tornar-se um mundo,
tornar-se um mundo para si
mesmo por causa de uma ou-
tra pessoa; é uma grande exi-
gência para o indivíduo, uma
exigência irrestrita, algo que
o destaca e o coloca longe.
Se nos fosse possível
ver além do alcance do nosso
saber, e ainda um pouco além
da obra preparatória de nosso
pressentimento, talvez supor-
tássemos as nossas tristezas
com mais confiança do que
nossas alegrias. Pois elas são
os instantes em que algo de
novo penetrou em nós, algo
desconhecido; nossos senti-
mentos se calam em um aca-
nhamento tímido, tudo em nós
recua, surge uma quietude, e
o novo, que ninguém conhe-
ce, é encontrado bem ali no
meio, em silêncio.
Fecho com a passagem
“o que agora nos parecer ser
muito estranho se tornará o
que há de mais familiar e con-
fiável”.
Indico o livro de bolso
é da L&PM Editores e foi tra-
duzido por Pedro Sussekin.
Simples assim!
Ronilson de Souza Luiz, capi-
tão da Polícia Militar, docente na pós-
graduação OAB/ESA e doutor em edu-
cação pela PUC/SP.
E-mail: profronilson@gmail.com
Cartas a um jovem poeta
*Caleb Salomão
Responde pelo nome
de poder econômico uma
das sombras que pairam so-
bre as utopias democráticas
contemporâneas. Quando
degenerado, converte-se
numa força capaz de distor-
cer intenções e fraudar pro-
messas, mesmo as mais sin-
ceras feitas por políticos to-
cados pelo desejo de sedu-
zir eleitores.
As promessas de de-
mocratização da democra-
cia têm esbarrado na histó-
rica influência do poder
econômico (em suas dife-
rentes formas) sobre a pro-
dução das normas eleitorais
e sobre o processo
eleitoral em si. No curso
deste, inclusive, tem sido
regra a própria quebra de
regras tanto por agentes po-
líticos quanto por agentes
daquele poder.
Este fenômeno deve
ser visto como uma das cau-
sas dos déficits de democra-
cia, pois os agentes do po-
der econômico operam –
em todos os níveis da repú-
blica – para manter o siste-
ma que realmente lhes in-
teressa, a plutocracia: regi-
me político que, sob a retó-
rica democrática, submete a
sociedade às influências
determinadas pelos interes-
ses do poder econômico
degenerado, que não se
constrange em descumprir
as promessas democráticas
quando ameaçados os seus
interesses.
A plutocracia e seus
efeitos se revelam na inegá-
vel produção de desigualda-
de socioeconômica e no en-
rijecimento das articulações
sociais que propiciariam a
mobilidade social.
Há evidente interesse
das diversas expressões do
poder econômico em colo-
nizar as estruturas de poder,
sobretudo aquelas com
competência para produzir
normas punitivas do seu
exercício abusivo.
O novo presidente do
Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), agente político nas-
cido nas entranhas do PT
que foi guindado para a
Corte Suprema, fez críticas
à leniência do Congresso
Nacional diante da obriga-
ção legal (Lei 11.300/2006)
de, até o dia 10 de junho,
fixar limites de despesas de
campanha para os cargos
eletivos.
Diz a lei que, se omis-
so o Congresso, os própri-
os partidos deverão apre-
sentar os limites de gastos
à Justiça Eleitoral. Sobre o
abuso cometido pelos par-
tidos políticos diante da
omissão parlamentar nada
disse José Antônio Dias
Toffoli.
A intervenção do
novo presidente do TSE,
sem contextualizar a omis-
são do Congresso e sem tra-
tar da atuação manipulado-
ra dos partidos políticos,
contribui muito pouco para
o debate racional que o
tema exige. Enquanto o
problema do financiamen-
to de campanha não for de-
vidamente sistematizado,
sobrará
espaço
para propostas pouco práti-
cas como o financiamento
público de campanha.
Nas omissões e no
jogo de cena, a plutocracia
se movimenta.
*
Caleb Salomão é advo-
gado e professor de Direi-
to Constitucional
ÉTICA
O vereador
An-
tonioAlves Teixeira
,
o professor Antonio
(PT), alegou na tribu-
na livre na última ses-
são de que a denún-
cia feita pelo Jornal
de Nova Odessa so-
bre um suposto caso
de abuso sexual a
uma criança de três anos em uma creche
pública da cidade não foi ética.
ENTENDIMENTO
Pelo que o parlamentar comentou,
ele ficou bravo porque a reportagem não
revelou ou deu pistas sobre onde fica a
unidade, uma vez que ele é diretor da
creche do Santa Rosa e pais teriam o
questionado sobre o assunto. O JNO es-
clarece que o caso corre em sigilo e como
se trata de acusação não comprovada,
decidiu, respaldado na ética profissional,
manter o anonimato dos envolvidos, in-
clusive da creche.
CONTRA
Estranho é o fato de professor An-
tonio se posicionar contra o trabalho da
imprensa, que investiga para informar
com responsabilidade o que se passa na
cidade. É bom lembrar o vereador que o
mesmo assunto também foi alvo de re-
portagem do Jornal O Liberal, de Ameri-
cana, após veiculação do JNO.
CONTRADITÓRIO
Soa no mínimo contraditório o ve-
reador falar em ética, uma vez que per-
tence a um dos partidos mais desgastados
politicamente por haver envolvimento
com inúmeros casos de corrupção no Bra-
sil. Pior ainda é o mesmo defendê-lo com
unhas e dentes em rede social.
COPA
A Secretaria de Educação de Nova
Odessa informou sobre o funcionamento
das creches, Emeis e escolas nos dias de
jogos da Seleção Brasileira na Copa. As
creches vão liberar os alunos duas horas
antes dos jogos, enquanto as outras unida-
des de ensino estarão em recesso escolar.
JOGOS
Os jogos da Seleção Brasileira
acontecem no dia 12 de junho, às 17h,
ocasião na qual enfrenta a Croácia; no dia
17, às 16h, contra o México; e no dia 23
de junho, às 17h, contra Camarões.
ESCOLAS
Atualmente, há
cerca de 2,8 mil alunos
de ensino fundamental,
distribuídos em 11 esco-
las e cerca de 2 mil alu-
nos de creches e pré-es-
colas, divididos em 11
unidades. De acordo
com a secretária de Edu-
cação do município,
Claudicir Brazilino Picolo
, as crianças da
creche serão liberadas duas horas antes dos
jogos para que os funcionários e professo-
res possam acompanhar as partidas.